Olá
Sou a Magui do blog "Este blog tem dias". Um blog que explora essencialmente a minha veia humorística, porque não concebo a vida sem humor.
Um blog despretensioso, simples, particularmente colorido, mas que também tem dias cinzentos e amargos, porque os meus dias são tudo isso, um turbilhão de cores alegres e tristes e de sentimentos à flor da pele, sem esconder a palhaça que existe em mim e a pessoa inquieta, ansiosa, tímida, insegura que sou.
Agradeço à Teresa o convite para participar no seu Guest Post, onde decidi abordar um tema que me é muito caro.
A importância dos avós na vida dos netos, porque fui uma privilegiada nesse aspecto, assim como as minhas filhas o são.
Tenho saudades dos meus avós maternos.
Os meus pais trabalhavam, sou filha única, a minha casa durante o dia era a casa dos meus avós, onde almoçava, onde estava até à chegada dos meus pais.
Brincava-se na rua até tarde, com os amigos de sempre e com aqueles que conhecíamos no Verão, os “banhistas”, que vinham dos arredores com as famílias para apanhar banhos de sol e de mar. Quando íamos para a escola os pais não nos acompanhavam, entrávamos e saíamos em grupo.
Tenho muitas lembranças dos meus avós, lembro-me de ouvir fado e música popular com o meu avô (aprendi a gostar de Tristão da Silva, Tony de Matos, Francisco José), num grande gira discos que ele tinha, lembro-me de ir passear com a minha avó em “excursões”, lembro-me de estar com ela grandes temporadas em casa do meu tio em Lisboa e de brincar com a filha da porteira do prédio, menina da minha idade.
Lembro-me de escrever cartas ditadas pela minha avó (que era analfabeta) para os irmãos e sobrinha, emigrantes em França.
Lembro-me da comida em casa dos meus avós; do bacalhau guisado, de comer gaivota. Lembro-me da minha avó me dar dinheiro para comprar bombocas.
Lembro-me do grande brinco-de-princesa que pendia pela parede, na entrada de casa deles, lembro-me do poço no pátio, das escadas para o terraço.
Lembro-me da companhia que eles me faziam e que eu lhes fazia, principalmente a minha avó, pequenina, mas uma mulher rija. Lembro as tardes de Verão passadas com ela em casa da Sra. Aurora a ver passar os turistas.
Lembro-me do meu avô nos últimos anos de vida, beber vinho quente às refeições.
Lembro-me da minha avó quando se chateava com ele, chamar-lhe “velho da cadela”.
Apenas o meu avô não conheceu a minha filha mais nova.
Gostava (gosto) muito deles, foram uma parte muito importante da minha vida, foram uns avós presentes e amigos, sonho muitas vezes com eles e é um sonho bom.
Devia ser proibido os avós morrerem aos netos, sem estes ficarem com uma recordação, uma memória deles, com os seus rostos gravados no coração.
Sorte a minha que os tive até tarde.
Tenho saudades dos meus avós todos os dias, mas é uma saudade que não dói, é uma lembrança bonita e feliz.
Acompanhem também as novidades no Instagram (@pequenabonecadetrapos) ou no Google+.
Sou a Magui do blog "Este blog tem dias". Um blog que explora essencialmente a minha veia humorística, porque não concebo a vida sem humor.
Um blog despretensioso, simples, particularmente colorido, mas que também tem dias cinzentos e amargos, porque os meus dias são tudo isso, um turbilhão de cores alegres e tristes e de sentimentos à flor da pele, sem esconder a palhaça que existe em mim e a pessoa inquieta, ansiosa, tímida, insegura que sou.
Agradeço à Teresa o convite para participar no seu Guest Post, onde decidi abordar um tema que me é muito caro.
A importância dos avós na vida dos netos, porque fui uma privilegiada nesse aspecto, assim como as minhas filhas o são.
Tenho saudades dos meus avós maternos.
Os meus pais trabalhavam, sou filha única, a minha casa durante o dia era a casa dos meus avós, onde almoçava, onde estava até à chegada dos meus pais.
Brincava-se na rua até tarde, com os amigos de sempre e com aqueles que conhecíamos no Verão, os “banhistas”, que vinham dos arredores com as famílias para apanhar banhos de sol e de mar. Quando íamos para a escola os pais não nos acompanhavam, entrávamos e saíamos em grupo.
Tenho muitas lembranças dos meus avós, lembro-me de ouvir fado e música popular com o meu avô (aprendi a gostar de Tristão da Silva, Tony de Matos, Francisco José), num grande gira discos que ele tinha, lembro-me de ir passear com a minha avó em “excursões”, lembro-me de estar com ela grandes temporadas em casa do meu tio em Lisboa e de brincar com a filha da porteira do prédio, menina da minha idade.
Lembro-me de escrever cartas ditadas pela minha avó (que era analfabeta) para os irmãos e sobrinha, emigrantes em França.
Lembro-me da comida em casa dos meus avós; do bacalhau guisado, de comer gaivota. Lembro-me da minha avó me dar dinheiro para comprar bombocas.
Lembro-me do grande brinco-de-princesa que pendia pela parede, na entrada de casa deles, lembro-me do poço no pátio, das escadas para o terraço.
Lembro-me da companhia que eles me faziam e que eu lhes fazia, principalmente a minha avó, pequenina, mas uma mulher rija. Lembro as tardes de Verão passadas com ela em casa da Sra. Aurora a ver passar os turistas.
Lembro-me do meu avô nos últimos anos de vida, beber vinho quente às refeições.
Lembro-me da minha avó quando se chateava com ele, chamar-lhe “velho da cadela”.
Apenas o meu avô não conheceu a minha filha mais nova.
Gostava (gosto) muito deles, foram uma parte muito importante da minha vida, foram uns avós presentes e amigos, sonho muitas vezes com eles e é um sonho bom.
Devia ser proibido os avós morrerem aos netos, sem estes ficarem com uma recordação, uma memória deles, com os seus rostos gravados no coração.
Sorte a minha que os tive até tarde.
Tenho saudades dos meus avós todos os dias, mas é uma saudade que não dói, é uma lembrança bonita e feliz.
Muito obrigada Magui pela tua colaboração, foi um prazer receber-te aqui no meu cantinho.
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Oh deu-me a saudade da minha, pois havia coisas que ela fazia que eu adorava bastante
ResponderEliminarque lindo
Beijinhos
Novo post //Intagram
Tem post novos todos os dias
É um post que trás muitas memórias!
EliminarBoa tarde:- Falar dos avós deixa-me comovido.
ResponderEliminar.
* Saudade em desdita de amor ( Poetizando e Encantando ) *
.
Feliz domingo.
Tens razão!
EliminarGostei de conhecer a Magui :) Tambem trneho muit boas recordacoes dos meus vos maternos :)
ResponderEliminarBjinhosss as duas*
https://matildeferreira.co.uk/
Eu tenho boas memórias mas só da minha avó materna!
EliminarA minha filha tem muita dificuldade em lidar com essa saudade...a dos avós
ResponderEliminarGostei de ler... Bj
É normal!
EliminarObrigada Teresa.
ResponderEliminarNem imaginas o bem que me fez ler aqui as minhas palavras, depois duma noite e dia para esquecer devido à tempestade que fustigou a minha terra.
Um beijinho muito grande.
Obrigada eu querida, foi uma participação espectacular!
EliminarEmocionei-me a ler este texto, tão cheio de memórias e de amor. Porque também tenho imensas saudades dos meus avós!
ResponderEliminarBeijinhos*
É um post muito comovente!
EliminarNunca me esqueço da minha avó paterna e lembro-me de tanta coisa que ela dizia. E sabe de uma coisa? Ela morreu quando eu tinha seis anos. Da avó materna que só vi uma vez, só lembro da figura. Ela vivia longe e veio passar um Natal connosco.
ResponderEliminarAbraço e uma boa semana
Pelo menos tens boas memórias!
EliminarEu acho que são todos eheheh :D
ResponderEliminarOhn :') É tão bom ler algo assim. Tão bom que as memórias fiquem para sempre. De verdade!
NEW TIPS POST | PRIMERS: FOR A SKIN WITHOUT FILTERS.
Instagram ∫ Facebook Official Page ∫ Miguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D
tens toda a razão!
EliminarNão conhecia o blog,...
ResponderEliminarBeijinhos,
Espero por ti em:
strawberrycandymoreira.blogspot.pt
http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
https://www.instagram.com/marysolianimoreira/
Espero que tenhas gostado de conhecer!
EliminarTão bonito. Eu ainda tenho quase todos os meus avós, e só espero que por cá fiquem muitos mais anos :)
ResponderEliminarAproveita bem!
EliminarFriso uma frase da Magui; "Devia ser proibido os avós morrerem aos netos" Não podia estar mais de acordo. Os meus filhos eram pequenos quando a Avó/minha Mãe lhes faltou (aos 53 anos) de repente, do nada, derrame cerebral. E era Ela a Ama dos meus filhos e sobrinhos. onda as idades rondavam entre os 3 e os 12 anos. O mundo caiu-me em cima.
ResponderEliminarParabéns pela entrevista da Magui!!
Entrelaces de intempéries e sonhos. [Poetizando e Encantando]
Beijos e um excelente semana.
É uma perda muito complicada, principalmente quando as crianças tem boas relações e memórias!
EliminarInfelizmente não conheci os meus :(
ResponderEliminarTenho essas lembranças, mas dos meus pais.
Também brinquei muito na rua, só não tive bombocas, naquele tempo o dinheiro era escasso
Amei o texto.
Parabéns Magui
Bjxxxx Teresa
Também tive essa sorte, Magui.
ResponderEliminarMimado pelos quatro avós, especialmente pelos avós maternos que viviam connosco.
O meu avô materno, cujo retrato ampliado está no tecto do Fórum, em Coimbra, à frente do eléctrico que conduzia (o 7 do Tovim) foi o gajo mais extraordinário que conheci na vida.
Morreu no dia 26 de Abril de 1974.
Já sem consciência do que se estava a passar.
Eu era O menino.
Nasceram muito naquele ano e na vizinhança.
Mas eu era e sempre serei O :)
É bom recordar tempos que nos fizeram felizes, mas a saudade é um sentimento dificil de gerir.
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Saudosista... Lindo :))
ResponderEliminarHoje, com: Sussurros da natureza em desamor
Bjos
Votos de uma óptima Terça - Feira
texto muito bonito.
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