"Antes agradeço à Teresa o convite e tendo o blog no nome “memória” porque não falar delas, recuando à infância.
Fui criado pelos meus avós no campo.
Quando lá dormia, a rotina matinal era dar as “sopas” ao cão – café, leite e pão. Um pequeno almoço muito reforçado, que de pequeno não tinha nada.
Depois, dar o pasto aos coelhos, milho às galinhas e a meio da manhã, mal se ouvia os primeiros carcarejares, ir a correr com uma cesta aos esconderijos. Os ovos tinham de ser colhidos antes que as galinhas marotas os comessem. Lembro-me de se lhes cortar o bico e dar casca de ostra como prevenção.
A apanha das couves era uma das coisas mais engraçadas de se fazer e de ouvir o “plic” das folhas a serem cortadas.
Para entreter, a avó destinou-me uma tira do quintal, o qual intitulou o “teu campo”. A minha missão seria cultivar aquele pedacinho. A variedade era naturalmente a que a minha avó plantava, foi ela quem deu as primeiras sementes. Essencialmente salsa, couves, favas e feijão. Até direito a uma mini-enxada tive. No entanto, marquei a diferença ao experimentar diferentes variedades de feijão, com pequenos feijoeiros que ia trazendo no “feijão ao peso” da feira de Espinho. O mais excentrico era o feijão-burro pela sua dimensão e altura com que cresce. E assim, comecei a vender-lhe e à minha mãe os produtos que de lá saíam. À distância, admiro a minha veia empreendedora
Na altura não havia playstation, muito menos telemovel ou tablets.
A vida era simples, feliz, despreocupada. Hoje as hortas urbanas (assim são chamadas) mais do que auto sustento, são encaradas como uma terapia para o stress.
Diz-se que recordar é viver!"
Acompanhem as novidades através do Facebook | Instagram | Twitter |
Fui criado pelos meus avós no campo.
Quando lá dormia, a rotina matinal era dar as “sopas” ao cão – café, leite e pão. Um pequeno almoço muito reforçado, que de pequeno não tinha nada.
Depois, dar o pasto aos coelhos, milho às galinhas e a meio da manhã, mal se ouvia os primeiros carcarejares, ir a correr com uma cesta aos esconderijos. Os ovos tinham de ser colhidos antes que as galinhas marotas os comessem. Lembro-me de se lhes cortar o bico e dar casca de ostra como prevenção.
A apanha das couves era uma das coisas mais engraçadas de se fazer e de ouvir o “plic” das folhas a serem cortadas.
Para entreter, a avó destinou-me uma tira do quintal, o qual intitulou o “teu campo”. A minha missão seria cultivar aquele pedacinho. A variedade era naturalmente a que a minha avó plantava, foi ela quem deu as primeiras sementes. Essencialmente salsa, couves, favas e feijão. Até direito a uma mini-enxada tive. No entanto, marquei a diferença ao experimentar diferentes variedades de feijão, com pequenos feijoeiros que ia trazendo no “feijão ao peso” da feira de Espinho. O mais excentrico era o feijão-burro pela sua dimensão e altura com que cresce. E assim, comecei a vender-lhe e à minha mãe os produtos que de lá saíam. À distância, admiro a minha veia empreendedora
Na altura não havia playstation, muito menos telemovel ou tablets.
A vida era simples, feliz, despreocupada. Hoje as hortas urbanas (assim são chamadas) mais do que auto sustento, são encaradas como uma terapia para o stress.
Diz-se que recordar é viver!"
Muito obrigada Último pela tua colaboração, foi um prazer receber-te aqui no meu cantinho.
Acompanhem as novidades através do Facebook | Instagram | Twitter |
Este relato trouxe-me à memória a minha infância, onde também havia o quintal na casa dos avós, as galinhas, os coelhos, a horta,...
ResponderEliminarQue bom termos tido essas vivências, sinto-me feliz por isso!
Bjs
Quem foi criado pelos avós, consegue sentir estas experiências, que nos tornam mais felizes e mais preparados :)
EliminarBeijinhos
Que texto bacana. É tão bom recordar alguns momentos né? São únicos e especiais.
ResponderEliminarArrasou.
Beijos,
www.nossoglamour.blogspot.com.br
Obrigado. :)
EliminarSobretudo bons momentos, que nos revigoram de pensar na sua inocência e simplicidade.
Beijinhos
Obrigado eu pelo convite mais uma vez :)
ResponderEliminarFoi um prazer receber-te por aqui!
EliminarHá memórias que nos acompanham para sempre, deixando-nos próximos de momentos e pessoas que nos fizeram tão bem
ResponderEliminarTens toda a razão!
EliminarÉ sempre bom lembrarmos os bons momentos e aproveito para desejar um bom Domingo.
ResponderEliminarAndarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados
É mesmo!
EliminarQue recordações bonitas.
ResponderEliminarMuito bonitas mesmo!
EliminarSempre me lembro de dias como estes em que não haviam tecnologias...
ResponderEliminarwww.nicenessbeauty.com
Belos tempos...
EliminarAntigamente não havia redes sociais, nem telemoveis e as crianças brincavam umas com as outras, andavam no meio dos animais e do campo e eram felizes :)
EliminarRecordar faz bem à alma!!! Bj Teresa
ResponderEliminarE de que maneira!
EliminarAs memórias ficam para sempre!
ResponderEliminarBoa semana,
Beijinhos,
Espero por ti em:
strawberrycandymoreira.blogspot.pt
http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
https://www.instagram.com/marysolianimoreira/
Nem duvides!
EliminarRecordar faz tão bem! :D
ResponderEliminarbeijinhos
www.amarcadamarta.pt
Muito bem mesmo!
EliminarIdentifiquei-me totalmente com este post pois parte da minha infância também foi assim.
ResponderEliminarFoi de certeza uma bela infância!
EliminarQuem cresceu com os avós e no campo, fica com estas memórias maravilhosas que nos acompanham durante a nossa vida :)
EliminarEu queria morar no campo. A calma e a serenidade devem ser visíveis.
ResponderEliminarBoa semana!
Jovem Jornalista
Fanpage
Instagram
Até mais, Emerson Garcia
Nem duvides!
EliminarOs cheiros, os sons, as memórias, a inocência, a naturalidade do dia-a-dia e da evolução normal das coisas não nos deixam indiferentes ao longo da nossa vida :)
EliminarMemorias boas :) Tambem tenho algumas parecidas :)
ResponderEliminarhttps://matildeferreira.co.uk/
Fantásticas e foi tão bom escrever este texto e partilhar.
EliminarMomentos bons que marcam para sempre.
ResponderEliminarAcompanham-nos ao longo da nossa vida e molda a nossa personalidade.
Eliminarfaz-me lembrar quando estava nos açores, adorei. mas as galinhas comiam os ovos???
ResponderEliminarSim, algumas marotas fazem-no.
EliminarTem de se dar casca de ostra :)
Bons tempos, longe de tudo o que é digital... :-\
ResponderEliminarMemórias boas...
ResponderEliminarMuita gente tem episódios como este nas suas infâncias.
ResponderEliminarAqueles que tiveram essa sorte não esquecem o que viveram.
Que boas recordações ;)
ResponderEliminar