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Elas vieram para ficar

As perucas estão ai e vieram para ficar

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Uma questão psicológica

Sejamos sinceros de uma vez por todas. Ninguém gosta de engordar (a não naqueles casos em que tem mesmo que ser). Por isso quando o meu peso por questões médicas começou a escalar, eu não soube lidar com a situação.
Inicialmente eram só uns quilos a mais, na altura estava a terminar a faculdade e como qualquer universitário que se preze, a minha alimentação não era a melhor, por isso não liguei e pensei "isto vai voltar ao sitio". 
Não voltou, mas esteve mais ou menos estável durante uns dois anos, ora emagrecia, ora engordava, mas como não era nada de mais não me preocupei com isso.
As coisas começaram a piorar alguns anos mais tarde, os quilos a mais já me começavam a preocupar e incomodar. Quando cheguei aos 100 quilos entrei em depressão, fiz dieta, tomei medicação, exercício, e por cada quilo que perdia, ganhava dois.
Sentia que não tinha controlo no meu corpo e isso estava a matar-me por dentro. 
Numa tarde decidi que era tudo uma questão de autoestima, então fiz um tratamento facial, a depilação, arranjei as unhas, mas depois no banho tudo piorou. Não era só falta de autoestima, era falta de ser eu no meu corpo. Num ato de loucura comecei a esfregar a barriga e as coxas com uma luva exfoliante durante tanto tempo e com tanta força que fiquei em ferida, não foi grave e quando o meu namorado me encontrou eu prometi que não ia voltar a acontecer.
Menti, voltei a magoar-me da mesma maneira mais algumas vezes, era estúpido e irracional, mas era a maneira que eu tinha de purgar por odiar o meu corpo. Um dia cheguei mesmo ao ponto de sangrar, tal foi a violência com que me esfreguei. As pessoas não entendem, e eu sei o quanto a minha atitude era irracional, mas eu só queria que aquilo desaparecesse, mas só ficava pior. 
Meses mais tarde o meu ex-marido ajudou-me a aceitar que precisava de ajuda, e convenceu-me a marcar consulta numa psicóloga. Nesta altura eu já sabia mil e uma maneira de me aleijar nos sítios com gordura acumulada, desde beliscões até ficar roxa, a tentar provocar o vómito, ou simplesmente estando sem comer. Ainda hoje não sei como é que a maioria das pessoas não se apercebia que subitamente eu dizia que tinha sono e me ia deitar, quando na verdade apenas sentia fraqueza e me sentia sem força para estar de pé.
A psicóloga ajudou-me muito, não sei se teria conseguido se não fosse com a sua ajuda, aos poucos parei todas as atitudes parvas que andava a ter e aceitei o que me estava a acontecer. O divórcio foi também uma maneira de eu aprender a lidar comigo mesma, e a gostar de mim, claro que o facto de ter as minhas hormonas terem estabilizado e de eu ter começado a minha contagem regressiva no que diz respeito ao peso ajudou bastante. Hoje sei que estou gorda, mas penso que já passei por pior e que vou superar também estes quilos que faltam.

Com este post quero apenas alertar que a questão do peso, da vergonha pode levar algumas pessoas "aparentemente normais" a fazerem coisas muito estúpidas, se eu conseguia fazer coisas más a mim mesma sem que ninguém visse, não era porque as pessoas não estavam atentas, era porque eu sabia esconder bem, por isso estejam atentos porque felizmente eu percebi a tempo que tinha de parar com estes comportamentos, apesar de maus os meus comportamentos não eram muito graves, mas sei muito bem que as coisas poderiam ter escalado.


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Próximas tendências para o meu armário

Com a chegada do mês de março, já podemos ficar mais alegres, pois março trás consigo a primavera e com ela, os dias mais longos e quentes.
Tenho várias memórias de anos passados em que em março já andava de t-shirt e blusão de ganga, nos últimos anos este mês tem sido mais frio e por isso troquei as t-shirts por camisas e os blusões de ganga por blazers.
 Por isso, já ando a pensar nas minhas próximas aquisições, por isso, dei um saltinho à Fashion Mia para fazer as minhas escolhas:
1; 2; 3;
Os famosos cheap blazers são a minha melhor escolha, e também os meus favoritos, adoro a elegância dos blazers e gosto de ter alguma diferença de cores para varias um pouco sempre que posso.
Além disso sou apologista que todas as mulheres deviam ter pelo menos um blazer no armário, porque além se ser possível usar esta peça, com calças, com saias, vestidos ou até mesmo calças de ganga, é uma peça que ajuda a definir a cintura tornando a mulher muito mais elegante. Não concordam?
4; 5; 6;
Também os cute shift dresses vão ser uma tendência este ano. Eu própria já falei várias vezes de vestido aqui no blog, e por isso já sabem bem a minha opinião sobre eles. Contudo devem se estar a perguntar porque é que estes modelos e não outros se destacaram? Pois bem, estes modelos destacam-se pelos cortes mais frio e direitos, não existem modelos extremamente cintados e justos. Aqui o conforto é a prioridade.

 E vocês. gostam de blazers? Usam com frequência? E vestidos? Contem-me tudo!




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5 requesitos para ser Miss Universo

Para se ser miss não é preciso ter só uma carinha bonita e um corpinho jeitoso, existem vários requisitos devem ser preenchidos antes de as miss subirem ao palco.
1. Idade 
Segundo o site oficial do concurso "Miss Universo", todas as participantes devem ter no mínimo 18 anos e menos de 28 anos, antes do primeiro dia do ano em que competem pelo titulo.

2. Estado civil
Para concorrer as participantes só podem ser solteiras, ou seja as mulheres casadas e divorciadas estão excluídas.
Ao que parece as mulheres sem compromisso legal são melhores representantes do seu país e tem mais disponibilidade para viajar.

3. Sem filhos
As concorrentes não podem estar grávidas ou terem tido filhos, isso também se aplica a concorrentes que tenham adotado, ou com alguma criança com tenham criado no passado.

4. Passado Imaculado
Para participar nesta competição as concorrentes devem ter um passado quase impecável, isso implica que elas não tenham estado envolvidas em qualquer tipo de polémica que tenha afetado a sua imagem pública.

5. Medidas quase perfeitas 
Pode parecer óbvio a necessidade das concorrentes terem medidas quase perfeitas, o que possivelmente muita gente não sabe é que a organização pode tirar a coroa à vencedora e atribuir à próxima participante se as medidas da Miss sofrerem alterações.

Pessoalmente acho que a maioria dos requisitos básicos já não se aplicam social e culturalmente à nossa realidade, não acham?

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Hora da Póóóchete #127

Sabes que tens um problema sério em lidar com as pessoas quando:
Tens um supermercado a dez minutos de tua casa, e mesmo assim tens dias em que preferes fazer as tuas compras online.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

9 boas opções para aneis de noivado

Conheço algumas meninas que apesar de não quererem casar, dizem que não se importavam de ser pedidas em casamento.
Pessoalmente acho que uma coisa deve estar associada a outra, mas também entendo o que elas querem dizer. Já fui pedida duas vezes em casamento, e apesar de só de uma das vezes ter dito sim, sei que o momento em que o homem que amamos nos pede para passar a vida toda ao nosso lado é mágico, e é diferente.
Diferente... É mesmo essa a palavra certa, podemos viver juntos, namorar vários anos, mas o pedido de casamento é sempre marcante e diferente.

Já ouvi também vários amigos e colegas dizer que só não pedem as companheiras em casamento, porque o anel fica muito caro. Claro que tudo depende dos valores que pretendem gastar, mas existem anéis de noivado simples e bonitos a preços acessíveis. Por isso e porque gosto de ajudar, encontrei a BBBGEM, uma loja online com modelos para todos os gostos e preços para todos os bolsos.

Pessoalmente gostei bastante dos amthyst engagement rings, adoro linhas mais simples, e acho que as pedras em, tons ametista dão um certo destaque, mas mantém elegância.
1; 2; 3;
Os anéis com pedras turmalinas também têm vindo a ter algum destaque, principalmente devido à opção de tons. Se querem um anel diferente então os tourmaline engagement rings são uma boa escolha.
4; 5; 6;
Também não podia deixar de vos falar dos citrine engagement ring. Os tons cítricos estão a ser cada vez mais usados neste tipo de anéis, e devido aos seus tons podem ser usados em vários formatos de pedra e de anel.
7; 8; 9
Os preços variam muito de acordo com o modelo do anel e das pedras, mas com tanta oferta de certeza que vão encontrar um modelo que vos deixe satisfeitos.

Aproveito para perguntar às meninas que seguem o blog, como é que é ou era o vosso anel de noivado?





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9 sugestões para despedidas de solteiro

Só somos solteiros uma vez na vida, por isso, é normal que antes de alterar esta situação uma pessoa procure celebrar.
Antigamente, este tipo de festas estavam sempre associadas a uma vertente boémia, mas nos dias que correm existem muitas possibilidades de criar despedidas de solteiro(a) inesquecíveis.

1. Festas temáticas
Ideal para noivos que são apaixonados por temas específicos. Para aproveitar a 100º o ideal é que os convidados se vestirem a rigor.

2. Fim de semana em viagem
Porque não reunir os(as) amigos(as) num fim de semana e fazer uma viagem de despedida da vida de solteiro(a)?
Existem destinos para todas as carteiras, por isso de dependendo do orçamento podem passar uns dias em Ibiza, Las Vegas ou até mesmo pelo Douro.

3. Chá de noiva
Tal como o famoso "chá do bebé" o chá da noiva permite reunir a noiva com as suas amigas e familiares num ambiente de festa e convívio.

4. Acampamento na praia
Nada como juntar o melhor do acampamento com o melhor da praia, então, porque não passar um dia/noite com os amigos num ambiente relaxado à beira mar?

5. Festa num barco
Seja em alto mar, no rio ou numa barragem, uma festa num barco é sempre elegante e relaxante.

6. Spa
Antes do grande dia, é normal que os noivos estejam cansados, por isso a ideia de passar a despedida de solteiro(a) num lugar relaxante nunca é má.

7. Um dia de aventura
Querem fazer algo desafiante? Então um dia radical pode ser uma boa opção, apostem em atividade de grupo, mas lembrem-se que este tipo de eventos nunca deve ser muito próximos da data do casamento, para evitar que no grande dia os participantes estejam cansados ou lesionados.

8. Workshop
Porque o saber não ocupa lugar, porque não reunir os amigos num workshop criativo?

9. Escape Room
Nada como reforçar os laços de amizade e confiança, por isso uma ida a um escape room pode ser uma opção a considerar.

Espero que tenham gostado das sugestões, mais alguma que queiram acrescentar?

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

#Resumo da Semana nº07/2019

Finalmente uma semana mais calma e organizada. Consegui colocar quase todo o trabalho em dia, tratar do blog e ainda aproveitei algum tempo para descansar. Andei tão relaxada que no sábado comi mais do que o normal, por isso esta semana vou ter que ter muito cuidado com o que como.
Também vos queria avisar que no próximo domingo não vamos ter Guest Post, essa rubrica vai tirar umas semanas de férias mas espero que volte em breve, por isso fiquem atentos.
 Legenda:

1. Encontrei esta fotografia da Becas (março de 2015), na primeira noite em que a trouxe para casa. Nesse dia soube que era amor de verdade, soube que tinha de cuidar dela, ela era minha e eu era dela, e será assim para sempre!
2. Tenho aqui uma escolha difícil, não sei qual deles ler a seguir, o que sugerem?
3. Quando chegas a casa, tens fome e não te apetece cozinhar...
4. Pensem bem nisto, em 43 dias, só em Portugal morreram 9 mulheres vitimas de violência doméstica, se mantivermos este ritmo, em 365 dia estamos a falar de 76 mulheres mortas vitimas de violência doméstica.
Hoje no blog(link na bio), falei deste tema, e posso dizer que quando acabei de o escrever estava revoltada, mas com esperança num mundo melhor.

5. O que vais fazer logo à noite?
Sair!
Não, para o jantar?
Algo muito simples, estou com preguiça!
E voilá!

6. Tenho aqui uma menina que adora sol!
7. As únicas segundas que eu gosto, são as segundas intenções!

Espero que tenham gostado do resumo, e espero que a vossa semana tal como a minha tenha sido boa!

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Desafio aceite: 12 modelos por menos de 50€ cada!

Vocês sabem que eu gosto de desafios, por isso quando me disseram que era impossível encontrar um vestido para ir a uma entrega de prémios, eu comecei a rir. 
Aceitei o desafio pensando "isto até vai dar um post bem giro para o meu blog" e andei a fazer pesquisas necessárias. Não só encontrei 12 modelos por menos de 50€ (prom dresses under 50) como fiz toda esta seleção na mesma loja.
1; 2; 3;
Os vestidos pretos são clássicos que nunca saem de moda, por isso são uma boa escolha para qualquer tipo de evento, contudo se querem variar então esta pode ser a vossa oportunidade de mudar.
4, 5, 6,
Os vestidos em tons de vermelho são sempre sensuais e femininos, mas sejamos sinceros não é qualquer mulher que gosta de dar nas vistas com um vestido vermelho.
7; 8; 9;
Os tons pastel, ou mais claros são sempre uma boa opção, primeiro porque transmitem uma certa serenidade e depois porque também permitem dar um ar mais jovem e fresco a quem o usa.
10; 11; 12
Recorrer a estampados e rendas pode ser arriscado, mas quando bem feito pode ser a verdadeira aposta ganha. Optem por tons mais discretos, e padrões que favoreçam o vosso corpo. Neste caso é preciso evitar evitar exageros de cores, e acessórios.

E então, ficaram convencidos que existem modelos para todos os gostos e para vários eventos por menos de 50€? Eu disse que não vos ia desiludir. Por isso e se quiserem ver mais modelos não deixem de conhecer a babyonline wholesale.


Facebook Baby Online Dresses | Site Baby Online Dresses




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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Guest Post: A importância de uma história de vida

Cresci a ouvir o meu avô a partilhar histórias de vida que ele dizia serem do tempo dele. O que é certo é que ainda hoje o tempo é dele mas parece achar que o que foi seu ficou lá atrás.
Ele era ponto e encenador num grupo de teatro da aldeia e por isso muitas vezes vi histórias de vida inventadas ou reais a subir ao palco.
Cresci mais um pouco e os meus ouvidos não se quiseram fazer de surdos. Levei os 5 sentidos comigo para todo o lado e em muitos sítios - pequenos e grandes, escutei e vi pessoas que traziam uma bagagem belíssima mas muitas vezes pesada de dor e obstáculos que mais tarde ou mais cedo se transformou em superação. Cada pessoa passou a ser para mim uma caixa de pandora que quando se abria sem mentiras nem vergonha partilhava de si o seu maior encanto: a vida.
Foi entre o voluntariado e o trabalho que dei mais uso à arte da escuta ativa. Quantas pessoas podemos realmente dizer que escutamos e fomos para lá dos estigmas e aparências? Vale uma reflexão e pelo menos uma mudança para a chamada de atenção.
Escutar de forma empática e sem julgamentos é uma tarefa árdua se realmente for bem executada. Eu ainda estou em treinos, mas todos os dias sinto que estou melhor a escutar sem querer fazer batalhas internas que coloquem em cheque a outra pessoa.
Tenho tomado este desejo pela escuta e pela valorização da preciosidade que cada ser humano traz consigo como missão. Partilho continuamente no mundo online e através de eventos histórias reais na primeira pessoa e outro exercício ainda mais colaborativo de crescimento: a partilha de lições de vida. 
Desde jovens a mais avançados nesta corda da vida partilham sem receios as suas conquistas e as suas sombras. Pessoas que se cruzam com a nossa a níveis que nem imaginaríamos à partida ser tão possível se apenas olhassemos à distância para a nacionalidade, as raízes, as condições financeiras ou outras características tipo que nos limitam a vista.
Para além das pessoas as histórias levaram-me a projetos. Muitos deles de empreendedores sociais. A minha missão expandiu da partilha de indivíduos para também a de projetos através das pessoas que os compõem.
Acredito que a mudança está a uma história e lições de vida de distância, mas acredito mais ainda que a colaboração é a chave para abrir muitas portas.
Agradeço ao "Ontem é só memória" pelo convite para partilhar um pouco das minhas palavras contigo e aproveito para deixar o convite de trazeres as tuas chaves para abrirmos mais portas em conjunto.



Muito obrigada à Joana pela tua colaboração, foi um prazer receber-te aqui no meu cantinho.
E sim, será um prazer aceitar o teu convite.


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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Tinha tudo para correr mal (23º Capítulo)

Depois de alguns capítulos cheios de novas e variadas revelações, achei que seria boa ideia fazer mais um daqueles capítulos em que conto um pouco sobre como as personagens se conheceram. Desta vez e para seguir a ordem cronológica, vou contar-vos como é que a Eduarda e a Carlota se tornaram amigas, aproveitando também uma das sugestões que uma leitora deixou neste post.
Relembro que se quiserem participar basta deixarem o vosso comentário neste post.
"Tenho apenas 19 anos. Sou uma adolescente, devia estar neste momento numa festa com o pessoal da faculdade a beber até cair para o lado, e amanha deveria acordar ao lado de um desconhecido jeitoso, mas não vou fazer nada disso. Não quero e não posso, existem maneiras melhores de aproveitar o sábado à noite. Esta noite tenho uma missão importante. Tenho que meter juízo na cabeça da irmã do Artur.

Um dia antes.
- Por favor preciso que fales com a Carlota... - Disse o Artur enquanto andava de um lado para o outro.
- Porque eu? Fala tu com ela, és o irmão mais velho, o gajo fixe...
- Sou o gajo fixe, mas tal como tu disseste sou o irmão mais velho, tudo o que eu lhe disser ela vai considerar como sendo excesso de zelo e preocupação.
Solto um suspiro sonoro.
- Além disso ela adora-te desde miúda, és tipo o ídolo dela...
- Podia ter arranjado melhor. - Retorqui - Ela não tem amigas?
- As amigas dela ainda conseguem ter menos juízo que ela.
- Está bem eu falo com ela.

Sábado à noite.
Com 14 anos eles são o quê? Adolescentes? Pré-adolescentes? Bem, digamos que são criaturas estranhas, e eu sei isso porque passei pelos 14 anos apenas à 5 anos por isso, acho que ainda me lembro bem da fase da estupidez.
Bati à porta do quarto da Carlota. A criatura que abriu a porta estava vestida com umas calças pretas super justas (como é que ela consegue respirar dentro daquilo?), e um top que me deixava ver mais que umbigo.
- Olá Edu! - Diz ela afastando-se da porta. - O meu irmão está no quarto dele...
- Eu sei, mas era contigo que eu queria falar. - Digo fitando o quarto que era uma mistura da casa da Barbie com um mundo gótico. - Posso entrar?
Ela sorri a afasta-se para eu entrar. Sento-me na cadeira à frente da secretária.
- Vou sair com as minhas amigas, por isso não me posso demorar...
- Tu não és burra nenhuma e eu também não. - Digo frontalmente. - Tu vais a um encontro!
- Não vou nada. - Mente ela, mas a minha expressão mostra-lhe que foi apanhada. - Como é que sabes?
- Primeiro, porque nenhuma miúda se veste assim para sair com as amigas.
Ela olha-se de cima a baixo a tentar perceber o que está errado com a roupa dela.
- Segundo, o teu irmão também não é burro, ele sabe que vais sair com um gajo que conheceste na net, e pediu-me para vir falar contigo.
- Ele não tinha esse direito, ele não tem que se meter na minha vida. - Diz ela com a sua revolta de adolescente ou pré-adolescente, ou seja lá o que for.
- Calma lá. Ele efetivamente não tem o direito de se meter na tua vida, mas tem o dever de o fazer, é o que os irmãos mais velhos fazem. - Digo calmamente, a criança à minha frente está prestes a rebentar em fúria se não a exorcizar já, nem o Vaticano o vai conseguir. - Os irmãos e os amigos, é por isso que estou aqui.
Ela começa a andar furiosamente pelo quarto.
- Quem é ele?
- Chama-se Manuel e é muito giro.
- E sabes mais alguma coisa além disso?
- É engenheiro civil, tem 27 anos, e diz que gosta de mim.
- OK, vou ser brutalmente honesta contigo, posso? - Pergunto enquanto a vejo acenar com a cabeça. - Ele só te quer comer! Ele pensa que és uma chavala estúpida!
- Eu sabia que não ias entender, ele gosta mesmo de mim, ele diz que sou muito madura para a idade.
- E efetivamente és... Se te comprarmos com as miúdas da tua idade tu és mais madura, mas não madura o suficiente para que um homem de 27 anos te ache interessante.
- Ele disse-me que gosta de mim porque as mulheres da idade dele são todas muito experientes e não gostam de relações sérias.
- Até pode ser verdade isso que ele diz das mulheres da idade dele, mas porquê uma miúda de 14 anos?
- Quase 15!
Atitude muito madura não haja dúvida.
- OK, tentei fazer isto da forma mais carinhosa que consigo. Mas se não queres ver as coisas a bem, vais ver a mal.
Ela fita-me extasiada, mas ainda de nariz empinado, convencida que ele gosta mesmo dela e que vão felizes para sempre.
- Estás a ser uma parva de primeira! Um homem de 27 anos não quer uma miúda de 14 anos para nada a não ser para sexo fácil. Pensa um bocado miúda, puxa por essa cabeça que eu sei que é inteligente. Primeiro se ele gostasse de ti nunca te sugeria um encontro à noite nem sozinhos, ele enquanto adulto sabe os perigos destes encontros online e tentaria proteger-te e colocar-te o mais à vontade e segura possível. Segundo, se ele gostasse de ti de verdade, ia deixar-te livre, pois estás na idade de o ser, para não falar que o que ele está a fazer está muito perto de ser crime de pedofilia. És menor Carlota!
As minhas palavras duras acertam em cheio, ela senta-se na cama.
- Ele disse que és diferente, és especial, que passa os dias a pensar em ti, contudo aposto que nem sabes como é que ele passa dias. Aposto que ele é casado e se calhar até tem filhos.
- Ele disse-me que não...
- Eu também te posso dizer que vou concorrer a presidente da junta de freguesia. Pode ser verdade ou pode ser mentira!
Ela está em choque, tenho que jogar as cartas todas agora, caso contrario ela vai sair daquela porta e eu vou ter que fazer o papel de vilã e ir a correr contar aos pais dela.
- Ele só fala contigo durante o horário laboral não é? À noite e ao fim de semana ele quase nunca está online, não é verdade?
Ela fita-me admirada mas acena a cabeça.
- E sabes porquê? - Ela abana a cabeça timidamente - Porque esse é o horário em que um homem de família está em casa, com a mulher e com os filhos, não vai querer correr o risco de querer falar contigo e ser apanhado.
Consegui! Vejo nos olhos delas que se fez luz, e algumas lágrimas.
- Ei! - Digo eu sentando-me na cama ao lado dela e abraçando-a. - Não precisas de chorar.
- Sinto-me burra, como é que eu não percebi?
- Ser adolescente é ser burro faz parte do mesmo pacote. Ou achas que eu, o teu irmão e a Ana não passamos pelo mesmo na tua idade?
- Também estiveste apaixonada por um homem mais velho?
- Pior, estive apaixonada por um da minha idade! - Consigo arrancar-lhe um sorriso. - Não tens que ter pressa em crescer e em teres namorado, as coisas acontecem quando tiverem que acontecer... Ainda és muito nova e os melhores momentos da tua vida ainda estão por vir, acredita em mim, não tenhas pressa.
- Mas eu só queria ser como o meu irmão e como tu. Vocês são tão fixes, vocês namoram, saem à noite, fumam, bebem...
- Eu sei que isso pode ser fixe, mas na tua idade não o fazíamos. Eu tive o meu primeiro namorado aos 17 anos, comecei a fumar com 16 e bebi álcool pela primeira vez aos 18. 
- A sério? Não estás a dizer isso para eu me sentir melhor?
- Claro que não. Não gosto de mentiras piedosas.
Ela sorri e encosta a cabeça no meu ombro.
- Sabes uma coisa que eu gostava de ter tido na tua idade?
- O quê?
- Um irmão fixe como o Artur e uma amiga como eu!
- Lá isso é verdade, sou uma sortuda.
- E sabes que mais, essa roupa é gira de mais para ficares fechada em casa num sábado à noite, pega num casaco e anda, hoje é dia e São Patrício, vens connosco a um bar!
Os olhos dela brilham como estrelas.
- Mas, não bebes, não fumas e não dás conversa a desconhecidos. Eu e o teu irmão vamos ficar responsáveis por ti, por isso, e se quiseres repetir vais-te portar bem.
- Combinado. - Diz ela, indo buscar um casaco e seguindo-me até à porta.
- Um dia ensinas-me a fumar?
- Quando fores mais velha! - Respondo rindo.
- E já agora quem o São Patrício?
- Um padroeiro qualquer irlandês, não faço ideia, o importante é que ele nos deu motivo para celebrar.

Desde esse dia que a Carlota começou a sair connosco para tudo, tornou-se também a minha irmã mais nova e ainda hoje faço tudo para a proteger, pois ela tem uma estranha capacidade para ser ingénua.
E para aqueles que se estão a perguntar, se eu alguma vez a ensinei a fumar, a resposta é não. Depois deste dia ela começou a pensar pela própria cabeça e deixou de querer ser como os outros."

Se ainda não leram...
1º Capítulo | 2º Capítulo | Capítulo | 4º Capítulo | 5º Capítulo | 6º Capítulo |  
7º Capítulo | 8º Capítulo | 9º Capitulo | 10º Capítulo | 11º Capitulo |12º Capitulo | 13º Capítulo | 14º Capitulo | 15º Capítulo | 16º Capítulo | 17º Capitulo | 18º Capitulo | 19º Capítulo | 20º Capítulo | 21º Capítulo | 22º Capítulo |



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Playlist do mês de fevereiro (1ªParte)

Confesso que até ter começado esta coisa das playlists nunca tinha reparado o quanto nos últimos anos me tinha afastado da música. Retomar este hábito de ter uma música que marque os meus dias tem sido bastante positivo para mim, pois além me permitir de desfrutar das melodias, também me lembra uma fase da minha vida em que todos os dias escolhia uma música que marcava aquela data.

1. The Offspring - The Kids Aren't Alright
2. The Cardigans - My Favourite Game
3. Placebo - Special K
Esta era daquelas músicas dos Placebo que inicialmente me passava completamente ao lado, mas depois, no concerto deles, foi das que mais desfrutei. Hoje esta música relembra-me a liberdade que senti naquele dia, sozinha a ver o concerto de uma das minhas bandas favoritas.

4. Dido - Life for Rent
5. Eagle-Eye Cherry - Save Tonight
6. Richard Ashcroft - Brave New World
Esta é daquelas músicas que me fazem voltar atrás no tempo. Lembro-me de chorar a ouvir esta música porque na altura pensava que o meu mundo estava a ficar de pernas para o ar, por causa da minha primeira paixão. Contudo lembro-me bem que era esta música que estava a ouvir quando percebi, que o meu mundo e a minha não iam acabar.

7. Deftones - Minerva
8. System Of A Down - B.Y.O.B.
9. Disturbed - Another Way To Die
10. Ivy - Edge of the Ocean
11. Lifehouse - You And Me
12. B.o.B - Airplanes (feat. Hayley Williams)
 13. Alanis Morissette - Ironic
Tendo em conta todas as ironias que eu tive e tenho na minha vida, acho que esta música seria um tema para a banda sonora da minha vida. Irónico, não acham?

14. Avril Lavigne - I'm With You
15. Fingertips - Picture Of My Own
 16. Sarah McLachlan - Fear

Espero que tenha gostado de mais esta seleção de temas. E vocês, qual foi a música que tem marcado os vossos dias?

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

7 do momento... nº51

As sete sugestões de fevereiro já estão prontas, demorei um pouco, e em alguns caso até tive que recorrer ao baú, porque o tempo não dá para tudo, mas de certeza que vai valer a pena, prontos?
Devo confessar que o livro "As Grandes Profecias da História", foi uma desilusão para mim. Contudo, quando digo "desilusão" não o faço porque o livro é mau, nada disso, digo-o porque criei muitas expectativas à volta dele, e percebi que ele ia ser diferente daquilo que eu estava à espera. Contudo neste livro aprendemos muitos sobre as profecias que marcaram e ainda marcam a nossa História, por isso é sempre uma boa maneira de aprender.
O iluminador Beclay Essential Make Up, tem sido um dos meus melhores amigos nos últimos tempos, principalmente devido à sua textura subtil e natural, pois consigo sempre um efeito fresco e natural para o dia-a-dia, que é algo que eu valorizo muito.
"The Hills Have Eyes", é a minha sugestão de cinema para os amantes de filmes de terror. Neste filme dirigido por Alexandre Aja, acompanhamos uma família na luta pela sobrevivência quando um acidente de carro os coloca na mira de um grupo de sádicos e assassinos.
Já conhecem a Associação Animais de Rua? No mês passado comprei a agenda da associação para oferecer à minha mãe, a agenda é verdadeiramente inspiradora e bonita, e o melhor é que uma parte do valor da compra reverte a favor da associação.
 No outro dia a Carolina Cruz, entrou em contacto comigo para me apresentar o seu livro "O Coração Vive de Sorrisos", assim que ela me falou da ideia eu adorei e assim que comecei fiquei verdadeiramente viciada. O livro é composto por cinco histórias de pessoas com várias deficiências que enfrentam o mundo e os preconceitos. A beleza deste livro está nas reviravoltas e no facto de todas as personagens à sua maneira terem uma mensagem a passar que deve ser bem agarrada pelos seus leitores.
Confesso que já a série "Men in Trees" há bastante tempo (talvez uns três anos), mas no outro dia lembrei-me que nunca vos tinha falado dela. Esta série acompanha Marian, uma conselheira com problemas em seguir os próprios concelhos, por isso e para mudar de vida, ela muda-se para uma pequena cidade no Alasca, onde existem mais homens que mulheres. Aqui ela vai conhecer várias mulheres com estilos de vida completamente diferentes, mas também conhece vários homens que lhe provam que nem todos são iguais.
Finalmente, e porque na televisão ainda dão programas interessantes, hoje aproveito para vos falar da série de documentários "Em busca de..." apresentada pelo ator Zachary Quinto, leva-nos numa viagem em busca de resposta a alguns dos maiores mistérios de sempre.

Espero que tenham gostadas destas sugestões, já conheciam alguma?

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Hora da Póóóchete #126

É por estas e por outras que eu não gosto de pessoas.
No outro dia no trabalho, peguei no telefone e liguei para empresa nossa cliente para me apresentar como responsável pelo departamento de medicina, e também para marcar os exames de medicina do trabalho.
Eu: Olá bom dia, fala a Teresa da empresa de medicina e segurança do trabalho, existe a possibilidade de de falar com o com o Sr. X?
Cliente: Vou chamar (faz-se silêncio e a mesma pessoa volta a falar) Sim? Boa tarde?
Eu (já a espumar-me por dentro porque o gajo estava a fazer de mim burra): Olá boa tarde, daqui fala a Teresa...
Cliente (interrompendo): Menina estava a brincar consigo!
Teresa: Eu sei, eu estava a alinhar na brincadeira, para não se sentir sozinho!

Pronto e foi assim que ele não brincou o resto da chamada e foi assim que eu consegui marcar os exames na primeira tentativa de contacto.

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Sobre aquele fim de semana em Lisboa

Já não é novidade para ninguém que em dezembro, eu e umas amigas fomos passar um fim de semana a Lisboa, contudo, e apesar de já vos ter falado da minha experiência na Wonderland e no Castelo de S. Jorge, não vos contei todos os detalhes, por isso aqui fica um post com algumas informações úteis se estão a pensar visitar a capital.

Se estão a ponderar passar um fim de semana na capital o ideal é que a vossa aventura comece bem cedo. Eu e a Joana decidimos ir de camioneta, pois ficava muito mais barato, por isso e para aproveitar o dia ao máximo saímos do Porto às 7h20m e seguimos viagem.
Foi uma viagem de 3 horas, mas o tempo pode ser aproveitado para dormir, para ler, ou então para conversar, por isso não pensem que a viagem vai ser um desperdício de tempo.
Como outra amiga está lá a viver tivemos a sorte de não pagar nada pelo alojamento, o mesmo aconteceu com o almoço de sábado. Quem tem amigos, tem tudo!
De tarde seguimos de metro para a Wonderland. Confesso que achei o metro de Lisboa muito estranho comparado com o do Porto.
Como já vos falei da Wonderland, não me vou alongar muito, apenas dizer que o evento é ao ar livre e a entrada é gratuita, contudo se pretenderem andar na roda gigante ou na pista de gelo, estas já são pagas.
Seguimos para um passeio pela baixa, onde encontramos uma sequência de lojas, jardins e ainda espaços culturais.
Seguimos para o Chiado onde fomos lanchar, depois seguimos de metro para casa, para nos arranjarmos para o jantar.
 O jantar foi em Alfama, num restaurante de tapas chamado Rendezvous, apesar de quase todos os pratos serem do meu agrado e bastante bons, confesso que não fiquei fã, contudo se gostarem de tapas, este é um bom sitio para visitar.
Jantar terminado, seguimos a pé para o Bairro Alto. Sim, fomos a pé, e acreditem que ainda foi uma viagem longa, contudo valeu a pena, pois foi uma boa maneira de conhecer vários recantos de Lisboa e da Alfama. Fizemos uma pequena paragem na Sé para tirar fotografias e seguimos viagem até à estátua do Fernando Pessoa.
Confesso que estava tão cansada que não desfrutei como devia do Bairro Alto nem do bar para onde fomos, mas tenho prometido a mim mesma que na próxima visita vou desfrutar mais.
No domingo visitamos o Castelo de S. Jorge que aos domingos de manhã tem a entrada gratuita, um almoço rápido no Mc Donalds e toca a correr para apanhar a camioneta de regresso ao porto,

E por quanto é que ficou este fim de semana em Lisboa?

Viagem (ida e volta): 32.00€
Jantar: 17.00€
Viagens de Metro: 3.40€ (0.50€ da compra do bilhete + 1.45€ por viagem)
Almoço: 8.16€
Total gasto: 60.56€

Claro que o valor final é tão atraente porque não tive que pagar alojamento, nem almoço do primeiro dia. Além disso, não consumi nada quando sai à noite, o que também só por si já faz alguma diferença.

E vocês, já visitaram Lisboa? O que acharam deste orçamento?


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

43 dias, 9 mulheres

Só passaram 43 dias desde que 2019 começou. Parece muito? Até pode parecer, mas vejam bem ainda temos 322 dias pela frente...
Eu disse "temos"?
Infelizmente os restantes 322 não vão existir para as 9 mulheres que morreram no decorrer dos primeiros 43 dias do ano. Já pensaram nisso? 9 mulheres em menos de dois meses, se este numero não vos causa um frio na espinha, então pensem que a este ritmo, quando 2019 terminar cerca de 76 mulheres terão morrido só em Portugal vitimas de violência doméstica.
Agora já é assustador não é?
De quem é a culpa?
É fácil dizer que a polícia não fez nada. Isso até pode ser verdade, mas quantas mulheres retiram as queixas?
É fácil dizer que a culpa é do agressor. E claro que é. Nada justifica a violência, por isso o agressor, antes de qualquer outro é o primeiro culpado.
Mas existem outros culpados que ninguém se lembra de acusar, e esses culpados são as vitimas.
Claro que, cada caso é um caso, mas quantas vezes vimos mulheres que desistem das queixas na policia? Quantas mulheres depois de levarem uma tareia pela primeira, não perdoaram, porque quiseram acreditar que era amor?
Se essas mulheres fossem firmes e mantivessem a sua decisão, talvez o sexo feminino já não fosse visto pelos agressores e pela policia como instável, ou inseguro.
Até entendo que nem todas as mulheres conseguem sair facilmente destas situações, mas continuar a permitir é loucura e masoquismo. Se deviam existir mais apoios, sem dúvida, mas até lá quantas vão ficar caladas e morrer?

Amor violento não é amor. Sou mulher e nunca tolerei que fosse quem fosse, me levantasse a mão. Não sou nem serei a única e ainda bem, todas as mulheres deveriam ser assim, temos que ter força, temos que mudar as mentalidades das mulheres que ainda perdoam e a mentalidade dos homens que pensam as mulheres foram feitas para "comer e calar".

Peço a todas as mulheres que estão a ler este post que parem e pensem...
76! Este é o numero de mulheres de vão morrer este ano se continuarmos no mesmo caminho. 9 já morreram, das outras 33 que faltam, lembrem-se que podem ser as vossas filhas, as vossas netas, as vossas mães, as vossas amigas ou até mesmo vocês. Não tenham medo, porque se não acabar a bem, vai acabar a mal.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Receita #12 - Costelinhas de porco estufadas com legumes

No mês passado publiquei nas redes sociais a foto de umas costelinhas de porco estufadas com arroz e batata e algumas pessoas, pediram-me a receita. Como eu gosto de vos fazer as vontades, no post de hoje ficam todas as informações para fazer este prato muito simples, mas ao mesmo tempo muito bom.
Ingredientes:
  • 1/2 kg de costelinhas de porco;
  • 1 lata das pequenas de milho verde;
  • 1 lata das pequenas de ervilha;
  • 1 cenoura grande;
  • 5 batatas grandes;
  • 1 chávena de chá de arroz;
  • 1 cebola;
  • 1 alho;
  • 1 folha de louro;
  • 75 ml de vinho branco;
  • Azeite, sal e pimenta preta QB
  • Polpa de tomate QB

Preparação:
Comecem por refogar a cebola, o alho em azeite. Quando a cebola começar a ficar translúcida juntem a pimenta, o sal e a folha de louro e esperem uns minutos para que o refogado ganhe o sabor dos temperos.
Acrescentem a carne previamente limpa de gorduras, com ela acrescentem também a polpa de tomate e a gosto (eu usei mais ou menos uma chávena de chá), e o vinho. Juntem também um pouco de água e deixem em lume brando.
Enquanto isso, descasquem e lavem as batatas, cortem em rodelas finas para que fiquem crocantes. Preparem também o arroz branco (acho que ninguém precisa desta receita).
Quando o molho do refogado estiver a fervilhar, acrescentem as ervilhas, o milhos e a cenoura cortada aos cubos, acrescentem mais um pouco de água e deixem novamente tapado.
Quando virem que a carne está a começar a descolar do osso é altura de fritar as batatas, tenham sempre atenção pois ao longo do processo vai ser necessário acrescentar pequenas porções de água. Não coloquem muita água senão a carne vai cozer em vez de estufar e a ideia não é essa.
Quando as batatas estiverem prontas, retire a carne do lume, e decorem a gosto, eu usei pickles e azeitonas, mas podem usar algumas ervas aromáticas como o manjericão.

Sirvam ainda quente, e desfrutem.

Espero que tenham gostado da receita, como eu disse é muito simples e fácil de fazer, por isso se experimentarem, não deixem de partilhar comigo a vossa experiência.



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Sacudir tapetes à janela dá multa

Pensem duas vezes antes de sacudirem os tapetes nas janelas ou varandas das vossas casas.
Ao fazer este gesto simples a pessoa que está a sacudir os tapetes está a interferir o regulamento municipal de resíduos sólidos, higiene e limpeza.
Apesar de nem todos os municípios terem esta legislação, o ideal é contactar a câmara municipal e pedir informações para evitar chatices no futuro.
Se neste caso se aplicar a legislação, é preciso ter em mente que se trata de uma infração punível com coimas.
A Deco alerta ainda para o facto de primeiramente alertarmos os vizinhos caso vejamos que eles estão a sacudir os tapetes e só procurar apoio legal posteriormente. Nestes casos nunca deve ser procurado o administrador do prédio, pois não cabe a ele resolver estas situações uma vez que se trata de um conflito entre vizinhos e não de um problema nas áreas comuns do prédio. Contudo, se no edifício existir uma politica de boas práticas que mencione esta proibição o ideal será então expor a situação ao administrador a fim de evitar conflitos com os vizinhos.
É ainda de referir que em alguns municípios esta prática pode levar a coimas que podem chegar aos 2000€.

Vocês sabiam desta lei? Sabem se no vosso município ela é aplicável?

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

#Resumo da Semana nº06/2019

Esta foi uma daquelas semanas cansativas, principalmente no trabalho, sempre que resolvia as questões pendentes surgiam outras tantas que necessitavam de resolução. Mas tudo se resolveu e o fim de semana foi aproveitado para estar em casa com a família, sair com os amigos, ler um pouco e descansar.
Nestas últimas semana tenho percebido o quanto me tornei solitária, e o quanto me faz bem sair e divertir-me com os amigos. Reforçar velhas amizades e fazer novas tem sido algo que tenho vindo a cultivar desde o inicio do ano, e acho que está a ser bastante positivo para mim.
Legenda:

1. Uma das minhas fotografias favoritas de ontem à noite... Mais uma para recordar... Mais uma para imitar daqui por mais 10 anos!
2. Quem mais tem uma estranha preferência por brincos?
3. Facto da vida nº70: Chorar faz bem e alivia a alma... mas entope o nariz!
4. Estou com sérias dificuldades em aceitar que a nova semana já começou... É que eu nem dei conta do fim de semana passar...
5. Que chatice... Que chatice tão grande, ainda não vai ser hoje que vou começar a minha dieta!
6. Não sei o que é que elas estão a ver, mas estão muito concentradas!
7. No outro dia reencontrei este autografo, alguém sabe de quem é?
Eu dou uma dica, no post de hoje (link na bio), falo um pouco da minha paixão platónica...


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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Guest Post: A maternidade e a conciliação do trabalho com a família

"O ano de 2016 marca o primeiro ano do resto da minha vida: foi o ano em que fui mãe e que os meus dias mudaram para sempre. Ser mãe muda-nos a forma de pensar e a forma como encaramos o dia-a-dia. A minha forma de ver a maternidade pretende ser descomplicada, aproveitando os pequenos detalhes de cada dia e apostando em desenvolver a autonomia e a autoestima do meu filhote. Com isto no horizonte, nasce, em Dezembro de 2016, o blog Mom descomplicada. Este será o meu ponto preferido de partilhas sobre esta aventura da maternidade, sem nunca esquecer que por sermos mães, não nos devemos esquecer de sermos mulheres.

Costuma dizer-se que o maior desafio da vida de uma mulher é a maternidade. Desde o momento em que vemos a risca cor-de-rosa no teste de gravidez, o nosso chip muda… Mesmo que não tenhamos consciência disso, o nosso cérebro começa a estruturar todas as suas ligações para dar resposta ao crescimento de um bebé dentro de nós. As mudanças são físicas e psicológicas, mais ou menos pronunciadas, e isso vai refletir-se na nossa forma de encarar diferentes campos da nossa vida.
Nos dias de hoje, quase todas trabalhamos fora de casa. Apesar das diferentes formas de trabalho que já vão tendo mais adeptos (como trabalhar a partir de casa), a sociedade portuguesa ainda é muito tradicional neste aspecto… Quantas pessoas conhecem que optam por trabalhar a partir de casa e não recebem críticas dos seus chefes e colegas de trabalho?! Como consequência, a maioria das pessoas ainda trabalha fisicamente fora de casa, com horários mais ou menos prolongados, e isso acaba por afectar os planos que se tem em relação à família. Os horários de trabalho que temos, e a forma como encaramos esse trabalho, faz-nos ter de decidir que caminho seguir quando decidimos ser mães.
E pronto… Fazemos o teste de gravidez, dá positivo e vivemos cerca de nove meses ansiosas pelo dia do nascimento do nosso bebé. Chega o grande dia! Aparecem os primeiros receios, as primeiras dúvidas… Seremos capazes de mudar fraldas? Vamos conseguir amamentar ou vamos ter de optar pelo biberão? E depois, como vamos viver a licença de maternidade? Já estão a ver… Estas e muitas outras perguntas aparecem na nossa cabeça e começamos a idealizar outros caminhos que não o que seguíamos até sermos mães.
Sejam sinceras… Quantas de nós, depois de termos o nosso bebé nos braços, não tivemos vontade de mudar de vida e abraçar um projecto só nosso? Um daqueles que nos permitisse sermos donas do nosso próprio horário e conseguirmos ter mais tempo disponível para este pequeno ser tão dependente de nós? Eu incluo-me neste grupo… Muitas são as mulheres que “dão o salto” e acabam por seguir o caminho do empreendedorismo e criam o seu próprio negócio. Conheço vários casos e são de aplaudir de pé por essa coragem de abandonar um emprego de estabilidade para optar pelo caminho de maior conexão e tempo livre para os seus filhos mas de maior incerteza quanto ao trabalho.  Tomarmos uma decisão destas, que nunca acontece de ânimo leve, ajuda a diminuir a possibilidade de um conflito entre o nosso papel de mãe e de profissional, habitualmente chamado de conflito trabalho-família. Este conflito afecta tanto homens como mulheres por isso nada de pensar que isto é apenas coisa de mulheres, que está associado ao género e que é apenas mais uma esquisitice do sexo feminino… Antes pelo contrário! Trata-se de um conflito cada vez mais presente na nossa sociedade e são cada vez mais os casais que o sentem na pele, de forma mais ou menos crua e para o qual devemos estar atentos para que as consequências não sejam mais graves.
Estão a ver aquele maravilhoso smartphone que nós temos com a conta de Outlook do nosso trabalho lá adicionada? Estão a ver aquele plim plim de emails sempre a caírem aos quais não conseguimos resistir? Estão a ver o chefe que nos liga fora de horas, aos fins-de-semana, nos períodos das férias ou quando estamos a descansar? Pois… As novas tecnologias têm destas coisas… Tudo tem um lado positivo e um lado negativo e é preciso pesar os prós e os contras desta proximidade facilitada em relação ao nosso trabalho. Será que é assim tão positivo estarmos sempre permanentemente ligados ao nosso local de trabalho? A que preço mantemos essa disponibilidade? Quantas brincadeiras ficam por fazer? Quantas gargalhadas ficam por dar? Quantos abraços ficam perdidos no tempo? Já tinham pensado nisto?!
Quando me convidaram para escrever este post, desafiaram-me a escrever sobre o mundo da maternidade já que é um assunto que nunca foi abordado por aqui. Como adoro escrever e partilhar um pouco da minha experiência, é claro que aceitei de imediato e achei que falar um pouco sobre formas de contornar, no nosso dia-a-dia, este conflito entre trabalho e família podia ser algo muito positivo para quem está desse lado. Vamos então conhecer algumas das estratégias que utilizo no meu dia-a-dia para não sentir de remorsos por estar dedicada à família ou ao trabalho? Vamos a isso?

Smartphones longe da vista, do coração… E das nossas mãos!

A evolução dos telemóveis e a Internet sempre disponível à distância de clique faz-nos ter acesso, a partir de casa, tanto ao email do trabalho como a outra informação com ele relacionada. Ao mesmo tempo, os computadores existem em quase todas as casas e nem toda a gente consegue resistir à tentação de trazer trabalho para casa numa pen. Estão a rever-se nisto?! Sugestão: arranjem uma caixa onde colocar os telemóveis da família assim que chegam a casa. Assumam o compromisso entre vocês de que os telemóveis ficarão lá e não se cairá em tentação de ir consultar o email do trabalho quando é suposto estar-se a jantar em família. E isto é válido para Facebook, Instagram, Twitter e afins! Ou seja, miúdos e graúdos devem assumir o compromisso de deixar estas tecnologias longe da vista e do coração, para relações familiares mais fortes e maior conexão entre todos!

Puxar da almofada e sentar no chão
Trabalhar fora de casa costuma ser sinónimo de muita coisa em casa para arrumar ao final do dia. Tanto eu como o meu marido trabalhamos fora de casa e, por isso, sei que nem sempre é fácil termos a casa toda arrumadinha, assim saída de revista. Com o passar dos anos, fui aprendendo que acumulamos muita tralha. Demasiada tralha! Isso faz com que fiquemos com muitos objectos em cada divisão da casa e isso significa mais coisas para arrumar. E já pensaram que quantas mais coisas tiverem para arrumar, menos tempo têm para estar em família e a brincar com os vossos filhos? Sugestão: eu sei que a fase de fazermos as nossas resoluções de ano novo já passou, mas vamos sempre a tempo. Definam o objectivo, em família, de tornarem a vossa casa mais livre de objectos que não vos servem, com que não se identificam e que não vos trazem boas energia. Escolham tudo o que possam dar ou vender e fiquem apenas com o que adoram. Menos coisas para arrumar significa mais tempo em família. Aproveitem esse tempo e sentem-se no chão a brincar com os vossos filhos, a desenhar, a ler ou simplesmente a falarem.

Delegar não é uma fraqueza… É uma virtude!
Delegar não é fácil. Passar a bola a outro, de forma consciente, porque sabemos que lhe podemos passar essa responsabilidade não é fácil. Desde cedo e cada vez mais na nossa sociedade, ensinam-nos que delegar pode ser sinónimo de alguma incompetência da nossa parte. Que delegar pode também ser sinónimo de não gostarmos muito de trabalhar e de gostarmos de sobrecarregar quem nos rodeia. Então se formos pessoas muito controladoras ou perfecionistas, este processo de delegar pode ser ainda mais difícil. E olhem que sei bem do que falo… Se aprendermos que é possível delegar, passar algumas das nossas tarefas a elementos da nossa equipa de trabalho e acreditar que eles vão conseguir fazê-las pode ser bastante importante para reduzirmos a cargo do trabalho sobre nós. E isso é meio caminho andado para o malvado do conflito trabalho-família não aparecer por perto. Aprendam a delegar. Confiem mais na vossa equipa. E isto de delegar é válido tanto no trabalho como em casa! Não sejam tão controladores de todas as tarefas (especialmente para o caso das mulheres…) e vejam mais as tarefas domésticas como um trabalho de equipa em que todos podem colaborar. Dividir o “mal pelas aldeias” faz com que não seja apenas um dos elementos da família a estar sempre ocupado com as tarefas da casa e assim consegue-se despachar tudo mais rápido. Preferem tratar de todas as tarefas da casa na manhã de sábado e terem o resto do fim-de-semana para passear em família? Ou é melhor concentrar esforços de todos e poderem desfrutar de tempo de qualidade em família todos juntos depois disso? E isto vai ligar à sugestão anterior… Destralhar e delegar… Keeps your conflict away!

Poderia escrever muito mais sobre estratégias para tornarmos os nossos dias mais leves, mais fáceis de organizar e com menos conflito entre o que temos para fazer me casa e no trabalho. Espero que tenham gostado desta minha pequena partilha. E já sabem: a palavra de ordem é descomplicar os nossos dias. Apenas assim conseguiremos ter mais tempo de qualidade com quem mais gostamos!

 


Muito obrigada à Mom Descomplicada pela tua colaboração, foi um prazer receber-te aqui no meu cantinho.

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