terça-feira, 28 de outubro de 2014

No mundo do trabalho


Estamos numa época em que ter trabalho é sem dúvida um privilégio, contudo, é difícil  aceitar que nós, os jovens adultos, estamos cada vez mais colocados de lado no que diz respeito ao mercado de trabalho.
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Desde que terminei o curso, estive um ano à procura de emprego na minha área, cheguei a ouvir coisas como ter habilitações a mais, ter idade a menos, ou até mesmo ouvir coisas como "apesar das suas excelentes habilitações, optamos por escolher alguém prata da casa".
Cansada de estar em casa, fui trabalhando em Call Centers, e acreditem que corri uns quantos, onde era insultada por clientes, onde era explorada a nível monetário, onde vivia sobre a pressão das vendas, e onde às vezes era vítima de falcatruas fiscais. 
Cheguei mesmo a trabalhar em condições más, onde o meu posto de trabalho era mais pequeno do que eu, ficando mesmo com os músculos atrofiados, e onde as minhas comissões desapareciam, deixando-me chegar ao fim do mês com pouco mais de 150€.
Eu sei que é frustrante, contudo estes anos de aprendizagem, mostraram-me também aquilo que eu não queria! Não queria ser  jornalista, e apesar de a oportunidade ter surgido, eu recusei, não me ia vender ao jornalismo, ia ser eu mesma.
Agora trabalho num Call Center que até à data me tem dado boas condições e faço aquilo que gosto, comunico, afinal o meu curso é de comunicação, posso estudar e ver de perto como as pessoas falam, e contra argumentar, usar as palavras para fazer provar determinada valência, e posso fazer aquilo que sempre gostei de fazer: falar.
Se sou maluca por gostar de trabalhar num Call Center?! Talvez sim, mas acreditem que poucos aguentam, já vi muita gente passar por mim, e que ao contrário do que dizem existe um esforço muito grande principalmente a nível psicológico para aguentar os níveis de pressão que são exigidos.
Agora não troco o certo pelo incerto. Ter um curso não me diz nada, apenas que realizei um dos meus objectivos de vida com sucesso.

41 comentários:

  1. Eu percebo o que dizes. E desde já admiro a tua capacidade de te desenrascares mesmo quando não encontraste emprego na tua área. Há pessoas que tiraram um curso superior e só aceitam trabalhar na área para a qual foram formados. Isso seria o desejável mas sabemos bem como está o contexto de trabalho hoje em dia. Assim sendo, tive colegas minhas que depois de tres anos após a licenciatura não tinham trabalho pois não aparecia nada na área e tudo o resto era inaceitável. Conheço apenas o contexto de call center da empresa onde trabalha o meu marido e sei que eles têm otimas condições. Reconheço que nem todos os lugares de trabalho ligados aos call center's sejam assim.

    O mais importante é que neste momento estás realizada na profissão que estás a exercer.

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    1. Pois, também umas quantas pessoas assim...

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  2. O importante é estares feliz contigo mesma :)
    Olha podes comprar neste site https://shop.cellublue.com/pt/, ao introduzires o código ARCOIRIS no ato de compra tens direito a desconto de 4€ :D fora o valor dos portes :)

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  3. O ser humano é o mais adaptável às situações que se lhe apresentam...claro que nem todos resistem! Nunca digas nunca e espreita novas oportunidades, por isso tenho vindo a dizer que " a vida não oferece promessas nem garantias...apenas possibilidades e oportunidades." Sê feliz, sempre!

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  4. Ui, acredito, eu acho que me ia custar bastante trabalhar num call center!
    Beijinhos e força!

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  5. És uma mulher de armas, isso sim. És, sem dúvida, uma inspiração.

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  6. Queixam-se porque temos poucas habilitações, vamos a outro lado e queixam-se porque temos habilitações a mais; recusam-nos porque não temos experiência, mas noutras circunstâncias recusam-nos porque temos a mais. E é no meio de tudo isto que nunca sabemos com o que contar.
    O importante é que te sintas feliz no que fazes!

    r: Oh, és uma querida, muito obrigada *.*
    Beijinhos*

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  7. Acredito que sim!!!
    Ao ler este texto...parecia que estava a ouvir uma amiga minha!!!
    Bj amigo

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    1. Infelizmente não sou a única a queixar-me!

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  8. Acho que o que realmente importa é gostarmos do que fazemos


    www.tarasemanias.pt

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  9. Fico contente que no final de contas faças aquilo que gostas :)

    Beijinho*

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    1. mesmo, afinal tive sorte acabei por encontrar um emprego que realmente gosto!

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  10. Oi Isy concordo com você, não adianta trocar o certo pelo incerto, o mais importante é que tens emprego, que dá condições de se manter. Quanto à permanência, a Deus pertence, quem sabe, um empregador esteja procurando um funcionário com suas caracteríscas? Quem sabe, lhe dê garantias que possam ser mensuradas satisfatórias? O futuro a Deus pertence. Acredito que tudo que fizermos, devemos fazer bem feito, a colheita, pode não ser hoje, outro dia, quem sabe? Obrigada Isy, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  11. Nada melhor do que fazer aquilo que gostamos!
    Beijinho

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  12. Ainda bem que gostas do que fazes, embora tenha a certeza que acabarás por encontrar algo onde te realizes totalmente.
    O teu dia chegará!

    Beijinhos.

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  13. Nos dias que correm, ter trabalho quase a sorte grande. E não acho nada de mal em gostares do que fazes. Só tem um contra: normalmente é mal pago e, como tu própria confirmas, há muito empresário vigarista, a viver do trabalho alheio.
    E não são só os jovens que têm dificuldade em arranjar emprego (trabalho). Fico perturbado quando vejo pessoas na casa dos 40/50 anos que são considerados velhos para o mundo do trabalho. Aumenta-se a esperança de vida, aumenta-se o grau de ensino e no fim deita-se para o lixo todo o saber adquirido ao longo da vida.
    Dantes ser velho era ser sábio; hoje um homem de 50 anos é um estorvo para a sociedade... é triste!

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  14. O que importa é estar feliz com o que faz, isso é o essencial.

    beijos.

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  15. Compreendo-te muito bem! Mas é ótimo gostarmos do que fazemos :)

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  16. ainda bem que tas num trabalho que gostes e que te dá boas condições! o que não falta aqui são patrões que se aproveitam da crise e da falta de emprego para explorar, pessoas sem coração,....
    eu tou num trabalho que adoro e que sempre quis, o problema é o dinheiro...

    beijinhosss

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  17. O que importa e nós faz feliz é fazermos ou trabalharmos naquilo que gostamos.

    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  18. Se gostas daquilo que fazes é o mais importante.:)

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  19. Infelizmente, ter um curso hoje em dia já não é tão "importante" como era antes. Quantas pessoas com cursos superiores não estão a trabalhar na área? É às carradas.... Irrita-me que estejamos assim, porque hoje és tu daqui a uns meses sou eu que entro para o mercado de trabalho. Por acaso tenho a sorte de ter contactos que me ajudaram mas mesmo assim com esse apoio não me sinto completamente realizada e tenho medo.
    So te posso desejar muita sorte e que continues a fazer o que gostes, num Call center ou noutro lado! (:

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  20. O importante é sentirmos que estamos bem com nós próprios, que gostamos daquilo que fazemos e que nos respeitem! Tal como tu, também sou de comunicação social, mas não segui o jornalismo! Beijinhos

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  21. Como te compreendo... Tirei o curso de economia apesar de sempre ter gostado de saúde.... Estou a trabalhar e não me sinto minimamente realizada com este trabalho por isso anseio por terminar o contrato e ir embora. Agradeço imenso a oportunidade que me deram mas não me imagino a continuar assim por mais 5, 10 ou 20 anos como algumas pessoas.
    Tens todo o meu respeito pela tua coragem!!!

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